SIM Sinam
A mulher e o Trabalho



Criada por mulheres as quais não era permitido outra opção que a maternidade, as últimas gerações tiveram que enfrentar uma grande luta interior para se permitirem aquilo que aos homens era natural: o direito ao trabalho.
Hoje existe um amplo questionamento em relação ao lugar da mulher que é mãe e trabalha fora de casa.
Será que aquelas que vivem a maternidade em tempo integral, teriam condições de exercê-la mais plenamente?
O fato da mulher não trabalhar fora faria dela melhor mãe e educadora?
Na verdade, nós psicanalistas sabemos que são muitas as mães, que embora passem todo o tempo ao lado dos filhos, podem estar emocionalmente ausentes.
Muitas vezes, a mãe embora presente, pode se sentir despreparada para ocupar sua função em razão de conflitos mal resolvidos.
Podemos assegurar, que quando a mulher se sente feliz e realizada como dona de casa, irá influenciar positivamente no processo de educação de seu filho.
Por outro lado, se ela fica em casa encarcerada numa vida doméstica que sente como pouco enriquecedora e sem sentido, frustrada, dependente financeiramente de seu marido e sem uma atividade realizante, que poderá transmitir para seus filhos?
Não me refiro aqui ao fato de trabalhar com o objetivo único de ter uma ocupação que possa completar o orçamento em casa (o que em grande parte das famílias hoje é uma necessidade)
Defendo a idéia de que a realização pessoal contribui para a mulher ser uma mãe melhor.Um trabalho no qual ela se reconheça e com o qual se identifica, é altamente terapêutico.
Por incrível que pareça, pesquisas recentes apontam altos níveis de bem estar entre as mulheres que trabalham.
Pensar, que olhar para a mulher apenas como mãe e dona de casa hoje é incompatível com o atual estágio de desenvolvimento em que vivemos, é puro engano.
Na verdade, nos deparamos com o fato de que, o que ocorre atualmente em muitos lares, é a reedição de tempos antigos.


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